Nós, do EX.U, junto ao professor Mauro Costa, após algumas reuniões na Rádio Kaxinawá, decidimos inaugurar uma nova pedagogia na FEBF, uma nova disciplina chamada "Linguagem do Absurdo". Serão palestras voláteis, a serem inauguradas no dia 17 de julho de 2009, às 18h, e a continuar na impressão que fica na memória – a partir de onde há de se desenvolver o futuro (que queremos).Começaremos aplicando a “Memória do Corpo”, um filme sobre o trabalho de Lígia Clark, para estender-lhes o campo sensório, o lado externo do cérebro.Depois vamos lhes dar a fluidez sonora, a vibração espontânea e meticulosamente sem rima, sem decoração, urgente e, daqui em diante, emergente, da livre improvisação.
Assim será:
CINE DELÍRIO - 18 h "Memória do corpo", de Mário Carneiro. +
iuri nicolsky - "azul" (som + cor)
manuel friques - "vídeos abril"
ernesto gauguin (chile) - performance cor imagem
ícaro lira - "fuga número três"
pablo souza - "azul vertigo"
andrei muller + gustavo speridião (circo dos sonhos) - "máquina de guerra"
A HORA DO NOISE - 19h
NOVADELIC
Procurar outros instintos, eis a provocação destes tracks. Reinventar não basta, é preciso ousar. Riffs soltos e salientes fazem da sonoridade desta apresentação uma ameaça à mesmice e enfadamento de certas sonoridades, de certas opiniões sonoras. Raoni Redni iniciante e curioso musico carioca que reproduz dentro de seu espaço, seja no ambiente de seu quarto, rua, transporte coletivo urbano e feiras, cheiros azedos. desde 2001 testando/conhecendo e criando camadas/músicas sonoridades e discos fitas amanhãs. cheio de buscas novas NOVADELIC é o seu principal e atual trabalho - solo - ou não. passou por purpose, industrias purpose, intrarmonicos, livres improvisações, e jesus coca. em 90 fez parte da cena de duque de caxias. indie rock ant alternativo com led new e super filling star.
David Oppetit (David OpP) nasceu em meados dos 70´s no sul da França. Agora vive e trabalha entre Berlin, Marselha e Paris. Está fazendo gravações de campo, usando instrumentos modificados, entortados, objetos, gravações e feed back. Tudo feito ao vivo. Desde 2004 colabora com Gli Storp, Les Coulées Succulentes, Sauna e muitos outros artistas .... de um período raivoso a outros tempos de realidades tensionadas e contidas, nos quais o principal objetivo é produzir sons eletrônicos e muralhas acústicas em partituras desenvolvidas a partir de arquiteturas de ruínas. Em 2008 fundou o selo "Blago Bung Records", especializado em musica improvisada.
Duo de música extrema eletrônica formado por Rafael Sarpa e J.-P. Caron, que emerge da coalisão de gostos por aspectos sonoros limite, como os impactos corporais de ambientes sonoros intensos e imersivos e as expansões na percepção temporal. O trabalho pode ser conferido no site www.myspace.com/notyesus, onde pode ser ouvido o 1o. album, "preto sobre preto", a ser lançado em breve. . "Subsumir ambos em um, fragmentar-se de novo. Unir-se e fragmentar-se novamente."
Data: 17 de julho, sexta-feira, às 18h. Local: UERJ/FEBF - Rua General Manoel Rabelo, s/n.º - Bairro Vila São Luís - Duque de Caxias - RJ(próximo à "praça da igrejinha")
para quem vem do RIo:
na Central tem um ônibus Centra-Caxias via Vila São Luis, da empresa Regina. O ponto final do ônibus é na rua ao lado da FEBF.
De início agradecemos a todos que estiveram presentes e fizeram a noite de sábado acontecer. Um número consistente de pessoas compareceu nessa primeira edição, o que nos alegra bastante. Todos assistindo com atenção, troca cultural. A diversão fica em fragmentos da memória, cada um guarde bem a sua.
Para ficar um registro do evento, fizemos um vídeo dividido em duas partes, tentando editar o mínimo possível para deixarmos disponível toda a apresentação. A idéia é um conceito antigo, mas adequado, vindo dos vinis: temos o lado a, com a apresentação do Koll Witz, seguida pela de Susabi Itsuroi. Duas boas apresentações, com dinâmicas sutis, cuidadosas... e temos o lado b, com uma jam que se estende por 24 minutos, onde som soa mais alto, mais agudo, mais grave, agressivo.
foto: Vampierre Nesse segundo momento, o duo Koll Witz faz uso de objetos estranhos, arrancando texturas sonoras variadas, enquanto Susabi provoca médios e graves longos e modulados à mão, hipnóticos; a tentativa de ajuste na tv Jesus Coca provoca uma microfonia que equilibra um corpo harmônico bipolar, coro de ruídos metálicos; um trompete que surge e submerge em tempos soltos e sóbrios. Ninho noise.
Esse primeiro encontro organizado pela Mostra E.X.U. traz duas apresentações sonoras de livre improviso com um duo de Santa Catarina chamado Koll Witz e Susabi Itsuroi, de São Paulo. De quebra temos também uma video-instalação do Jesus Coca, inaugurando novos corpos para sua existência.
KOLL WITZ
Na busca de uma sonoridade de amplas climáticas, rítmicas e texturas timbristicas, o duo Koll Witz (Desterro) vem utilizando de técnicas expandidas em instrumentos, um pouco de electrônica, mas principalmente, pesquisa em objetos. Objetos sonoros gerados a partir de objetos do cotidiano, que soa hora familiar, hora quase acustimático, por conta de amplificação e manipulação de modo criativo. Atuando como improvisadores e livre-compositores, Rafael e Karen, denominam seu trabalho de musica espontânea. Tendo tocado em São Paulo, Porto Alegre, acíduos no festival Musica livre em Florianópolis, a 1 ano e meio vem atuando na cena experimental brasileira contando com colaborações com Colorir, Rodrigo Montoya, Stanley Tool, Ordinaria hit, Panetone, Marco04 entre outros.
Susabi Itsuroi, filósofo, antiartista, improvisador que usa a guitarra como meio de vomitar suas apropriação de gestos abstratos e cotidianos de uma máquina de guerra nômade. Pouco se apresentou em terreno nacional, estreiando na performance de I´slong ao lado de Koll Witz no evento Susto (gig de improvisação livre), debutando na cena brasileira em 2008, São Paulo.
Exu quer dizer movimento, quer dizer vida, força criativa que se move e reconfigura. É um selo que envolve nossas vontades ligadas à arte underground – EXU = Extremo Undergound..
A mostra de música EXU pretende ser um espaço para a música não convencional, que não seja previsível ao ritmo, melodia ou acorde. É antes um levante de construções libertas e fluídas que brincam com o espaço e que fazem uso das possibilidades abertas pela música contemporânea, como acaso, ruído, silêncio, ambiente, colagens etc. Provocação da paciência, da estética e do prazer do ouvir.
Trazemos essa mostra porque queremos estar imersos em outra possibilidade de habitar o som que não apenas música molde, mas música livre, provocar espontaneidade dos grãos que vibram, não música tempo, mas o espaço, de intensidade sutil ou violenta, orgânica.
Dessa forma, o campo em que atuamos é o da interação e percepção do som como corpo onipresente e vivo, alargar o convívio com aquilo que chamamos música.
É uma parceria com o Plano B, que nos permite desenhar Caxias na rota da música nova no Brasil, ao lado de Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo.